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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Me convenço cada vez mais de que é preciso teorizar: Apenas falta público para ouvir.

Se submeter as regras da pós graduação nao é nada fácil, principalmente, quando se vive uma realidade onde o processo do uso da capacidade pensante recebe duras critícas em favor das ações materiais e objetivas que exigem dos seus atores resultados imediatos para atender a grande massa humana que reclama por ações de pronto, seja no campo privado, seja no campo público.

Começando lá pela sala de aula do ensino básico (fundamental e médio), os colegas professores tem dificuldades para convencer seus alunos (uma grande maioria) no sentido de que "o aprender a pensar é a principal arma de se apreender o conhecimento", processo de cognição como etapa que não pode e nem deve ser ultrapassada na trajetória de evolução da pessoa humana. O seu descumprimento ou o seu adiamento, provoca sérias e irrecuperáveis limitações a pessoa humana. 

No momento estou escrevendo uma tese e conforme o aprofundamento das leituras por mim identificadas para o meu referencial teórico, além, das indicações de leitura (aliás, que são muitas) por parte da minha professora orientadora Doutora Mirian Aquino, constato cada vez mais e me decepciona como consequencia, de que é preciso reformular certos metódos da educação e o mais gritante que reclama atendimento de urgência pois está prostado na mesa de cirurgia é a qualificação e o respeito e dignidade que merecem com toda plenitude o profissional da educação, a quem nós carinhosamente chamamos de "professor".

Exercer esta profissão "é um sacerdócio", pegando por emprestado esta frase dita pelo poeta Ronaldo Cunha Lima quando se referia ao exercicio político. 

Pode questionar o leitor: até agora não ví nada demais. Tem razão. Mas, nao é quanto a falta de respeito e dignidade aos professores, além, claro do pagamento de salários dignos o objetivo desta conversa. É que apesar de toda essa desestruturação do ensino brasileiro que se vê fundado em pilares eminentemente mercantilistas, ainda não há um discurso que conveça os empresários da educação particular de que o professor é o instrumento-meio para que seus emprendimentos alcancem o sucesso desejado, de forma legítima. Muitos tratam alunos como mercadorias e no setor do ensino público, governantes completamente alheios as esperanças de cidadãos/ãs que se projetam na educação para alcançar espaço público, apesar da falta de qualidade do ensino e também da falta de condições adequadas para o exercicio profissional docente.

E, alheios a isto tudo, encontramos no seio da população docente valorosos/as companheiros/as, quer seja no âmbito do ensino público, quer seja no âmbito do ensino privado, munidos de uma convicção inarredável de que nao será pela falta de um discurso teórico que amanhã algum/a aluno/a nos acusará de omissão.     

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

E o que esperar dessa juventude?

O meu tempo está tomado pelos estudos voltados ao Doutorado em Educação que ora desenvolvo na Universidade Federal da Paraíba e, esse é o grande motivo par durante o periodo de quase um ano deixasse de escrever os meus textos e os publicasse neste espaço. Mas, como nem tudo é flores nesta vida, vez por outra somos atropelados por situações que nos inquietem e nos criam intranquilidades e dúvidas quanto ao futuro da humanidade, apesar de que o "futuro a Deus pertence".

Nesses últimos dias fomos surpreeendidos por noticias que não gostariamos que fossem verdades, no entanto a verdade e efetivamente dura, crua e nua. 

Jovens que no entender do mundo da vida deveriam estar nos bancos escolares se preparando para a construção de uma sociedade mais humana e que utilize a paz e a harmonia como ingredientes fundamentais na convivência pacífica entee os homens, contrarios a todos esses pressupostos, se contradizem enquanto seres humanos e praticam a bárbarie contra os seus semelhantes.

O que dizer desses jovens queimadenses que se dispuseram a descrever o futuro de algumas mulheres jovens daquele sociedade, estabelecendo os caminhos da pervesidade, da maldade, do terror e da bárbarie, buscando nessas práticas momentos de prazer (?), como se o sofrimento alheio, a humilhação do outro (a) se justificassem. 

Pobres familias, de um lado e de outro. Triste sina para todos/as. Agora é preciso muito cuidado no trato do problema do ponto de vista juridico. Não se admite tratar os bandidos como "jovens" inexperientes e que no afã das aventuras dos finais de semana promoveram uma bricandeirinha qualquer. 

Da mesma forma como "eles" decidiram em provocar nas vitímas os resultados constatados, como se fossem semi-deuses, que os semi-deuses da justiça os façam responder pelo que praticaram, cuja punição possa representar para esses "marginais", uma lição efetiva, da qual nenhum deles possa esquecer jamais, apesar de que mesmo assim as vidas perdidas nao serão recuperadas, mas a dignidade de um povo será respeitado. 

Aliás, esse lamentável fato nos põe diante um tema que precisa ser encarado de frente pelos pais (me refiro a pai e mãe): é lamentável que grande parte da juventude esteja jogada ao léu sem receber dos pais as instruções de civilidade e de cidadania que são fundamentais a partir da capacidade cognitiva da criança. A atenção dos pais em relação a formação dos filhos pode evitar muitos desses problemas que estamos registrando nos dias de hoje. 


sexta-feira, 4 de março de 2011

Carnaval, que Carnaval?

O carnaval recheado de sentimentos, de confete, serpentinas, de crianças brincando com lanças d´água, de papangús e de homens travestidos de mulher, isso se foi há anos e o que temos hoje é um evento eminetenmene mercantilista enchendo os cofres dos pós-modernistas.

Qual o sentido verdadeiro dos carnavais de hoje? No Rio de Janeiro o samba e as escolas que atraem turistas do mundo inteiro. Em São Paulo uma cópia mal feita do que se faz no Rio. Salvador com seus trio-elétricos e seus grupos que fizeram de Bel, Ivete Sangalo, Daniela Mercury e outros/as as pessoas mais ricas do meio artístico nacional, salvando-se ainda alguns grupos de afro que mantém a cultura do carnaval família e, por fim, Pernambuco com o frevo e suas repercussões influenciando todo o Nordeste - com excessões. 

E nas demais regiões, como são promovidos os ditos carnavais? Em algumas cidades litoraneas não se sabe se há carnaval e um misto de frevo e forró pontua os "bailes" em praça pública, patrocinados geralmente pelo dinheiro do povo que se contenta em ser enganado e ao mesmo embalado pelo som frenético de trios (?) e orquestras (?) que não mais tocam as marchinhas de letras culturalmente corretas, mas com composições apimentadas que levam o contexto invariavelmente para o mundo da pornografia. E o povo gosta!. Os gestores mal intencionados também. Até quando? Quem puder responder que se apresente.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Futebol. Matando saudades...

Me permitam retomar o tempo e lembrar um pouco dos bons e inesqueciveis momentos que desempenhei as funções de Editor de Esportes do Diário da Borborema e assinava uma coluna de comentários todos os dias. Lá pelos anos 80.

Eu sou trezeano mas sempre admirei o Campinense Clube por se tratar do principal rival do "Galo". Assim é que depois da tempestade que passou em 2009 e 2010 achei que a atual gestão do rubro-negro vinha de forma veloz acertando o passo.

Conseguiram montar um time valente e de garra estruturado a partir de um treinador caseiro e de muita competencia - Suélio eternamente Suélio, apesar de companheiros da imprensa esportiva o terem acrescentado o Lacerda. Prefiro apenas Suélio aquele que saiu daqui e venceu em São Paulo.

Pois bem, Suélio montou o time e o fez jogar em sistemas de ofensividade que levaram o Campínense a se manter imbátiel por nove jogos.

Ai aconteceu o inacreditável. Diante do Treze o Campinense sucumbiu. Perdeu de novo. No dia seguinte Suélio foi demitido do cargo.

Me permitam deixar de tratar de futebol por outro longo tempo. Conviver com dirigentes de clubes que só pensam em resultados imediatos não dá. É melhor continuar com a atenção voltada para Habermas, Derrida, Adorno, Morrin, Heideegger, Marx, Pierre Levy, Paulo Freire, Bittar, Kelsen, Delors, entre outros.

Garanto que são mais fáceis de compreensão.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

As entidades de representação dos Servidores Públicos e a inércia!

O mundo das profissões está invadido por instituições de representação politica e social, cada qual, atuando em faixa própria, buscando, para utilizar-me do linguajar popular, "puxar a sardinha para sua brasa".

São Sindicatos, Associações Civis, Ordem daqui, Ordem dacolá, Conselhos, Federações, Confederações e por ai vai.

Acontece porém, que, em se tratando de SERVIDOR PÚBLICO, aquele/a que ingressa no serviço público através do Concurso, aquele/a que cumpre estágio probatório e comprova sua aptidão para o exercicio da função - nem todos/as tem aptidão, aquele/a que no exercicio pleno de suas funções e de seu cargo engrandece a Adminstração Pública, produzindo, criando uma relação de total integração entre o poder e o povo, aquele/a que é assiduo/a marcando presença no horário de trabalho, aquele/a que cria no interior do orgão onde atua uma teia de amizades, compreendendo que naquele ambiente de trabalho existe uma familia e portanto quanto melhor o ambiente maior será a felicidade de atuar e crescer na carreira.

O Servidor Público tem poucas chances de tomar conhecimento dessas prerrogativas importantes para a sua carreira e para a sua vida profissional, pois lhe falta o direcionamento de instruções e de capacitação que em primeiro plano os tornem "profissionais do estado" e não simplesmente "funcionários públicos".

Não consigo enxergar na Paraíba e em outros Estados do porte do nosso, essas politicas voltadas para legitimar a profissão do Servidor Público, como por exemplo, existem politicas objetivas para a valorização do profissional do ensino superior, apesar da falta de recursos para financiar bolsas de estudos para os que decidem enfrentar a estrada da capacitação continuada.

Ao retirar parte dos agentes públicos - sem estabilidade e sem efetividade - e aqui me refiro aos contratados e aos protempores, o Governador Ricardo Coutinho inicia um processo de "moralização" quanto ao preenchimento das funções sem cargos e acredito que a competência e o conhecimento de gestão que ele tem, farão por criar novas diretrizes de como tratar todas aquelas pessoas que sejam chamadas para contribuir temporariamente com o serviço público - usando a ética acima de tudo - para dizer a cada uma daquelas pessoas que o vinculo é temporário e a permanência além do que se prevê nos contratos dependerá da conveniência e da oportunidade avaliadas pela Administração Público quando necessário e nunca pelo interesse político do detentor da principal cadeira do PR, o que até dias desses acontecia.

E quanto aos órgãos de representação, gostaria de conhecê-los e saber o que fazem em favor dos SERVIDORES PÚBLICOS.

Voltarei ao assunto.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Na volta ninguém se perde...

Abraço aos/as leitores/as neste retorno.

Observando o último texto publicado ainda se falava no que Ricardo Coutinho enfrentaria em termos de
dificuldades para sonhar em aportar no Palácio da Redenção. O importante é que o "mago" chegou lá.

E o Governo? Ricardo tem engolido indigesta gastronomia política neste início de gestão, no entanto, consciente do que tem enfretado e suas necessidades de acontecer para que se possa pensar em administrar a Paraíba.

O "mago" entrou com "dois quentes e um fervendo", principalmente mexendo em vespero ao decidir afastar os contratados e os protempores, verdadeiras "pedras" no calcanhar de vários governantes que passaram pelo PR e de forma hipócrita, onde o interesse político soou sempre a maior, impediu de se tomar providencias para dar a essas pessoas a dignidade de quem presta serviços públicos sem a garantia da estabilidade e da efetividade.

Os governos enganaram essas pessoas e nunca se fez qualquer tipo de campanha para dizer a verdade sobre o tipo de vínculo que cada um/a tinha para com o Estado da Paraíba. O mais fácil foi contratar ou mandar ocupar funções sem cargo (o caso dos protempres). O importante era a contraprestação do favor realizado através do voto no dia da eleição.

Esse estado de coisa precisava ter um fim. Não quero entrar no mérito ainda sobre a forma como o Governador Ricardo Coutinho tem tratado do assunto, mas, não tenho nenhuma dúvida quanto ao beneficio que Ricardo faz neste momento aos/as verdadeiros/as servidores/as públicos - os de carreira - que precisam ser vitos/as de forma diferenciada, até porque adquiriram por direito a obrigação do Estado vê-los/as de forma diferente, pois são estes/as os verdadeiros ocupantes das funções governamentais.

Se neste início de governo o problema dos protempores tem causado conflitos, confio na ação do Secretário Gilberto Sarmento (meu ex-aluno no Curso de Direito da UEPB), e, nas ações que serão utilizadas para finalmente acabar com essa vergonha - mais uma praticada por este Estado pobre de tudo.

Algum/a leitor/a poderá indagar: E como fica a situação de quem perde a função contratada ou temporária?

No próximo artigo trataremos desse assunto.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Coutinho: reação as intempéries eleitorais!

É impressionante como as verdades vem à tona por mais panos quentes que lhes possam manter-se submersas para esconder interesses que podem ser prejudicados quando essas verdades chegam ao conhecimento público.

A imprensa (tanto de um lado quanto do outro lado), amanheceu esta segunda feira, último dia do mês de maio dando todos os destaques possíveis aos números de uma pesquisa detalhada publicada no final de semana pelo Jornal da Paraíba cujos números na proporção em que assustaram alguns, tranquilizam outras pessoas, especialmente aquelas como eu (desculpem a imodéstia) tem procurado se pautar com absoluta neutralidade (por enquanto, é verdade), a respeito dos nomes que pretendem disputar as eleições para o Governo do Estado em outubro deste ano.

Os números divulgados, pela minha humildade ótica confirmam o que eu tenho conversado a míude com alguns amigos mais chegados, tanto seguidores de Maranhão quanto seguidores de Ricardo Coutinho, que, essa aproximação de Coutinho aos Cunha Lima nao renderia bons frutos nem bons fluídos ao ex-prefeito da capital em razão do desgaste politico daquele grupo cujas práticas históricas sofreram até recentemente crtícas de Coutinho e de seu grupo além de terem incomodado os paraibanos que se viram mais uma vez obrigados a sofrer com as notícias irônicas e humilhantes veiculadas pela grande midia nacional.

A união de Coutinho e os Cunha Lima só trouxe vantagens para o grupo campinense que precisava se fortalecer com sangue novo depois de todos os episódios vividos pelo governador cassado e pela falta de ações administrativas concretas dos seus seis anos de governo sem nenhum ponto de destaque que pudesse amortecer o sofrimento natural e o desgate em razão de todo o processo de cassação.

Enquanto isso Coutinho que saiu de uma reeleição com mais de setenta por cento dos votos e no segundo governo tinha a aprovação de mais de sessenta por cento dos administrados, após sua vinculação ao grupo Cunha Lima e consequentemente aos aliados daquele, inclusive o Senador Efraim Morais, formou-se uma curva descedente em desfavor do ex-prefeito pessoense que conforme os números de todas as pesquisas até agora publicadas nao apresenta qualquer nível de crescimento.

Alie-se a isso o forte esquema de apoio e estratégia politicos formados por Maranhão e seu grupo que tem sabido ocupar os espaços de mídia e convence (sic) destacados nomes do jornalismo político paraibano em dar-lhe destaque como homem estrategista politico e ao mesmo tempo grande administrador, mesmo que as obras comandadas por Maranhão tenham sido iniciadas no governo de Cunha Lima que por sua vez nao teve a competencia que Maranhão tem para publiciza-las a quem de direito, apesar das noticias de intenso gasto publicitário com publicidade no governo cassado.

Voltando a pesquisa do Jornal da Paraiba, sem dúvida, deve o grupo de Coutinho se preocupar com os números. Maranhão lidera em todos os regionais do Estado e em alguns com índices inquietantes para Coutinho e Cia. Mesmo liderando em Campina Grande, a diferença favorável a Coutinho é muito pequena e o fenômeno nao deixa de ter a influencia da recente cassação do prefeito Veneziando Vital do Rêgo, obstáculo esse que pode se superado conforme a decisão do TRE.

Há quem culpe Coutinho pelo fato de ter abandonado suas bases em João Pessoa para se preocupar com o interior cuja estratégia para alguns é de autoria dos Cunha Lima para tornar Coutinho mais conhecido junto aos eleitores do interior do Estado.

A bem da verdade, levando-se em consideração que há um desgaste natural contra Coutinho pela saída do poder, sua ausência da capital é sim sintomática obsevando-se que as oposições foram fortalecidas e que Lauremília/Cicero tem muita força em João Pessoa o que nao se pode dizer o mesmo do governador cassado e neste ponto que pode se configuar o desequilibrio explorado em seu favor por Maranhão.

Nao podemos duvidar da capacidade de recuperação dos Cunha Lima pelo histórico que conhecemos de perto e dele já tivemos a oportunidade de participar. Queremos descobrir se Coutinho tem esse mesmo folego e se essa soma lhe dará chance de uma recuperação que estimule os seus seguidores, muitos preocupados e inseguros neste momento.

Nao se pode também desprezar o fato de que a campanha ainda não começou e que a mídia eletrônica será de fundamental importância para decidir a favor de um ou de outro. Levemos em consideração ainda que no quesito de rejeição os dois principais candidatos estão praticamente empatados, porém na leitura de hoje Maranhão tem chances de vitórias e conforme os acontecimentos daqui prá frente, pode ser reeleito no primeiro turno.

Vamos aguardar esses acontecimentos. Vamos assistir de que forma Coutinho reaje as intempéries eleitorais.