Se submeter as regras da pós graduação nao é nada fácil, principalmente, quando se vive uma realidade onde o processo do uso da capacidade pensante recebe duras critícas em favor das ações materiais e objetivas que exigem dos seus atores resultados imediatos para atender a grande massa humana que reclama por ações de pronto, seja no campo privado, seja no campo público.
Começando lá pela sala de aula do ensino básico (fundamental e médio), os colegas professores tem dificuldades para convencer seus alunos (uma grande maioria) no sentido de que "o aprender a pensar é a principal arma de se apreender o conhecimento", processo de cognição como etapa que não pode e nem deve ser ultrapassada na trajetória de evolução da pessoa humana. O seu descumprimento ou o seu adiamento, provoca sérias e irrecuperáveis limitações a pessoa humana.
No momento estou escrevendo uma tese e conforme o aprofundamento das leituras por mim identificadas para o meu referencial teórico, além, das indicações de leitura (aliás, que são muitas) por parte da minha professora orientadora Doutora Mirian Aquino, constato cada vez mais e me decepciona como consequencia, de que é preciso reformular certos metódos da educação e o mais gritante que reclama atendimento de urgência pois está prostado na mesa de cirurgia é a qualificação e o respeito e dignidade que merecem com toda plenitude o profissional da educação, a quem nós carinhosamente chamamos de "professor".
Exercer esta profissão "é um sacerdócio", pegando por emprestado esta frase dita pelo poeta Ronaldo Cunha Lima quando se referia ao exercicio político.
Pode questionar o leitor: até agora não ví nada demais. Tem razão. Mas, nao é quanto a falta de respeito e dignidade aos professores, além, claro do pagamento de salários dignos o objetivo desta conversa. É que apesar de toda essa desestruturação do ensino brasileiro que se vê fundado em pilares eminentemente mercantilistas, ainda não há um discurso que conveça os empresários da educação particular de que o professor é o instrumento-meio para que seus emprendimentos alcancem o sucesso desejado, de forma legítima. Muitos tratam alunos como mercadorias e no setor do ensino público, governantes completamente alheios as esperanças de cidadãos/ãs que se projetam na educação para alcançar espaço público, apesar da falta de qualidade do ensino e também da falta de condições adequadas para o exercicio profissional docente.
E, alheios a isto tudo, encontramos no seio da população docente valorosos/as companheiros/as, quer seja no âmbito do ensino público, quer seja no âmbito do ensino privado, munidos de uma convicção inarredável de que nao será pela falta de um discurso teórico que amanhã algum/a aluno/a nos acusará de omissão.

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