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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Chega de axé e de Forró de Plástico!

A Assembléia Legislativa do Estado da Paraíba finalmente deu o ar da graça do parlamento paraibano com uma propositura a altura dos interesses do povo e em particular do dinheiro público - quer seja do Estado e na mesma ordem da Prefeituras Municipais.
Propõe o deputado Dunga Junior a edição de uma Lei estadual que exija a contratação de artistas e bandas do autêntico forró nordestino (pé de serra) quando da realização dos eventos juninos (Santo Antônio, São João e São Pedro), além das festanças de forró que tomam conta da Paraíba praticametne de maio ao final de junho de cada ano.
Tem sentido sim a proposta do deputado caririzeiro a partir do momento em que proíbe na lei a contratação por parte da Administração Pública de bandas de axé, pagode e forró de plástico para esse período.
E o problema não reside apenas neste ponto. Será que as pessoas mais avisadas já pararam para observar o conteúdo das músicas dessa bandas de forró de plástico?
É um agressão a índole da mulher e do homem da mesma forma pois os temas que dominam as composições (?) esquecem de engrandecer a mulher como mãe, como trabalhadora, como parceira fundamental na formação da família e do lar para dar lugar a mulher bandoleira, depravada e que vive pulando de galho em galho e botando galho. O homem não fica distante desta pintura nas letras dos forrós de plástico.
E o pior é que o povão gosta. Financiados pelo dinheiro do povo (e ninguém sabe o valor real de um show das bandas mais caras), as prças pública são inundadas pela presença da juventude em particular que não pára de se rebolar ao som de calcinhas (preta, brança, azul, amarela), aviões (do forró, do nordeste, cabra da peste) e ainda outras criações hilárias, a exemplo de Tempero não sei de quê, Cheiro de (menina, donzela, coroa) entre outras.
Partindo-se para o axé a coisa não funciona diferente. Sobra melodia para pouca letra. É um tal de: aê, aê, aê, ha, ha, ha, iê, iê, iê - ileaeêeeeeee!. E tome pancada no couro (dos surdões). A apologia dessas composições só promove Salvador e nada mais.
E como explicar a falta de apoio a artistas do quilate de Nando do Cordel, Flávio José, Amazan, Ton, Pinto do Acordeon, Nordestinos do Ritmo, Os 3 do Nordeste, Sussuca de Monteiro e Banda Karkará? Entre tantos outros grandes artistas, esses precisam de apoio - inclusive da Administração Pública e não recebem na proporção dos seus valores.
Vamos torcer para que a proposta do deputado Dunga Junior seja aprovada pela AL e que a Paraíba começe a agir no sentido de respeitar as nossas tradições e riquezas culturais a partir da execução de músicas nossas e de nossos compositores e cantores. Ahê!

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