Quem não conhece o Estado da Paraíba mas tem acesso as notícias de cá certamente que deve fazer uma péssima imagem do que acontece no mundo da política.
Sinceramente que não dá para compreender como perdemos tanto tempo em discutir "fruticas" e "fofocas" sobre as personalidades que compõem os quadros partidários bem antes do tempo adequado para as discurssões sobre candidaturas ao Governo do Estado para o ano de 2010.
É um tal de o candidato é Maranhão, ou, o candidato é Cícero, e ainda, o candidato é Coutinho, pelo contrário, o candidato é não se sabe quem e neste jogo de "fruticas" e "fofocas" setores da mídia utilizam-se de todas as linguas, posturas e perspectivas, inclusive chegando ao extremo de alguns se declararem abertamente em favor de A ou de B.
Alguns colegas radialistas que até recentemente se intitulavam verdadeiros Robin Hood lutando bravamente em favor do povo e contra o governo de então, num passe de mágica mudaram suas posturas profissionais e seus programas que antes eram vitrines dos problemas que angustiam e indignam o nosso povo, para, repentinamente se transformarem em programas policiais e mudarem o alvo da desgraça do povo para destacar a desgraça pela violência (assunto banalisado pela forma como tem sido tratando pela ciência comunicativa sem nenhuma inovação nesses meus trinta e cinco anos de profissão).
Enquanto isso, as pessoas são humilhadas no seu direito à saúde (basta visitar o Hspital Edson Ramalho); São humilhadas na qualidade do ensino da grande maioria das escolas públicas nos municipios e no Estado; O fomento do emprego, da casa própria, da renda e da dignidade da pessoa humana são fatores que pouco tem importado para os governos - quiça para a nossa mídia.
Os programas radiofônicos políticos preferem abrir seus microfones para ouvir todos os dias as mesmas pessoas e que nesta repitição sem gosto, sem sal e sem conteúdo, terminam por refletir junto ao menos avisado uma realidade que existe na cabeça dos que se utilizam desses instrumentos para bajular ou fazer intrigas desde que suas vantagens através das "boquinhas" no serviço público sejam mantidas por aqueles que estão no poder.
Pobres e coitados políticos paraibanos. Quanta falta de criatividade. Os mais destacados (sic), não perdem uma oportunidade de se alfinetarem uns aos outros. Quanta indecência. As cenas vão se repetindo e quando se animam alguns de nós de que uma luz no fim do túnel começa a brilhar, essa fagulha de luz de repente vira fumaça cuja nuvem poluente e fedida nos decepciona porque esse "novo" que é representado por essa miníma luz passa a se comportar nos mesmos padrões e se nivela em igualdade absoluta com aqueles principais líderes históricos, ou talvez pior do que aqueles.
Assim, nos bate uma saudade que aperta o coração quando nos lembramos de homens da estirpe de Humberto Lucena, Antonio Mariz, Aloisio Afonso Campos, João Agripino, Ernanin Sátyro, Osvaldo Trigueiro, Hermano Almeida, Evaldo Cruz, - lideranças que se espelharam em nomes que dignificaram a nossa política a exemplo de Argemiro de Figueiredo, José Américo de Almeida, Damásio Franca, Otacilio Queiroz, entre tantos outros que não chegamos a conhecer mas tivemos a oportunidade de ouvir relatos belíssimos sobre suas condutas de estadistas e de políticos e que fizeram a Paraiba crescer.
Entre todos esses houve sempre a disputa e as querelas de ordem partidária e ideológica, no entanto quando se tratava de defender a Paraiba e fazê-la caminhar no trilho do progresso e do desenvolvimento qualquer ânimo mais exaltado dava lugar a união de forças bem pelo bem do nosso povo.
A geração de hoje vive enganada e as nossas principais lideranças se enganam por aceitarem instruções e consultorias de pessoas que nos bastidores do poder só pensam em seus interesses e tem levado esses líderes a situações as vezes de extrema ridicularidade. Mesmo assim em determinadas ilhas da nossa mídia tem gente que aplaude.
Se a animação pelo surgimento de uma nova esperança politica de repente se tranforma em decepção, é preciso voltar as vistas para se discutir e debater a crise terrivel por que passa o nosso povo desde a capital até o mais humildade municipio desse Estado e desta forma tentar encontrar algo novo e diferente - o que não será tão fácil.
Aposentados que recebem mensalmente a míséria de seus proventos não tem o direito de utilizar-se desse dinheiro para financiar seus interesses pois, não havendo emprego para a juventude, os vovôs e as vovós continuam arrimos mantendo filhos e netos com seus parcos recursos provenientes da aposentadoria.
Os jovens não estão tendo a oportunidade que precisam do primeiro emprego e a inclusão social é lenta e asfixiante para um Estado que precisa ser tratado com carinho quanto as politicas sociais.
Retornaremos a tratar desse assunto em breve.
Aproveitamos para solicitar dos nossos webleitores que enviem suas sugestões sobre temas que devamos debater neste espaço. Ficaremos muito felizes com a sua participação.

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