Anos atrás ao conversar com as autoridades que atuam na área da Previdência, lendo, pesquisando, doutrinando ou acompanhando o que ocorre com a Previdência Pública em outros países, havia um ar de desconfiança quanto ao futuro das aposentadorias do trabalhador brasileiro em face de mudanças que seriam introduzidas a partir do inicio do ano 2000 com sabores nada agradavéis para as gerações que completariam tempo suficiente para o "ócio".
E toda a desconfiança se discortinou através das Emendas Constitucionais que de cidadania nada tiveram ao se constatar a criação do chamado "redutor da previdência", artimanha técnica e ao mesmo tempo jurídica que desestimula a pessoa não entrar neste rol ao completar cinquenta e três anos de idade, adquirindo portanto o direito a aposentadoria, no entanto sem a integralidade do valor que tem direito.
São milhares de cinquentões - inclusive eu, que por lei já poderiam viver o "ócio", mas, com os recursos previstos nesses casos, esse "ócio" se transforma numa grande "dor de cabeça".
O Senador Paim (PT-RS) em 2008 desempenhou um papel super importante fazendo movimentar a nação que vive a expectativa da aposentadoria e tendo conquistado as duras penas a vitória de um projeto de lei que reestabelece a aposentadoria integral para os casos da idade limite dos cinquenta e três anos, desde que o cidadão comprove os trinta e cinco anos de contribuição previdênciária.
A matéria seguiu para a Câmara Federal, mas, ao que tudo indica, o Governo Federal pôs uma pá de terra sobre o assunto (ou seria uma caçamba reforçada?), utilizando a sua fiel bancada situacionista para não permitir que a Previdência Social venha a ter que aposentar milhares de cidadão (que adquiram o direito).
Como o ato juridico perfeito e o direito adquirido nessas circunstâncias? Bem que a bancada paraibana poderia ser preocupar um pouco mais e se dedicar igualmente na luta pelos interesses desse sergmento da sociedade porque certamente que essas pessoas têm direito a voto e da forma como a bancada federal se omite na discurssão do tema pode aconter no eleitor "se omitir" e não votar em nenhum dos nomes que hoje nos representam na alta Câmara.

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