Páginas

Atalho do Facebook

Seguidores

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Me convenço cada vez mais de que é preciso teorizar: Apenas falta público para ouvir.

Se submeter as regras da pós graduação nao é nada fácil, principalmente, quando se vive uma realidade onde o processo do uso da capacidade pensante recebe duras critícas em favor das ações materiais e objetivas que exigem dos seus atores resultados imediatos para atender a grande massa humana que reclama por ações de pronto, seja no campo privado, seja no campo público.

Começando lá pela sala de aula do ensino básico (fundamental e médio), os colegas professores tem dificuldades para convencer seus alunos (uma grande maioria) no sentido de que "o aprender a pensar é a principal arma de se apreender o conhecimento", processo de cognição como etapa que não pode e nem deve ser ultrapassada na trajetória de evolução da pessoa humana. O seu descumprimento ou o seu adiamento, provoca sérias e irrecuperáveis limitações a pessoa humana. 

No momento estou escrevendo uma tese e conforme o aprofundamento das leituras por mim identificadas para o meu referencial teórico, além, das indicações de leitura (aliás, que são muitas) por parte da minha professora orientadora Doutora Mirian Aquino, constato cada vez mais e me decepciona como consequencia, de que é preciso reformular certos metódos da educação e o mais gritante que reclama atendimento de urgência pois está prostado na mesa de cirurgia é a qualificação e o respeito e dignidade que merecem com toda plenitude o profissional da educação, a quem nós carinhosamente chamamos de "professor".

Exercer esta profissão "é um sacerdócio", pegando por emprestado esta frase dita pelo poeta Ronaldo Cunha Lima quando se referia ao exercicio político. 

Pode questionar o leitor: até agora não ví nada demais. Tem razão. Mas, nao é quanto a falta de respeito e dignidade aos professores, além, claro do pagamento de salários dignos o objetivo desta conversa. É que apesar de toda essa desestruturação do ensino brasileiro que se vê fundado em pilares eminentemente mercantilistas, ainda não há um discurso que conveça os empresários da educação particular de que o professor é o instrumento-meio para que seus emprendimentos alcancem o sucesso desejado, de forma legítima. Muitos tratam alunos como mercadorias e no setor do ensino público, governantes completamente alheios as esperanças de cidadãos/ãs que se projetam na educação para alcançar espaço público, apesar da falta de qualidade do ensino e também da falta de condições adequadas para o exercicio profissional docente.

E, alheios a isto tudo, encontramos no seio da população docente valorosos/as companheiros/as, quer seja no âmbito do ensino público, quer seja no âmbito do ensino privado, munidos de uma convicção inarredável de que nao será pela falta de um discurso teórico que amanhã algum/a aluno/a nos acusará de omissão.     

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

E o que esperar dessa juventude?

O meu tempo está tomado pelos estudos voltados ao Doutorado em Educação que ora desenvolvo na Universidade Federal da Paraíba e, esse é o grande motivo par durante o periodo de quase um ano deixasse de escrever os meus textos e os publicasse neste espaço. Mas, como nem tudo é flores nesta vida, vez por outra somos atropelados por situações que nos inquietem e nos criam intranquilidades e dúvidas quanto ao futuro da humanidade, apesar de que o "futuro a Deus pertence".

Nesses últimos dias fomos surpreeendidos por noticias que não gostariamos que fossem verdades, no entanto a verdade e efetivamente dura, crua e nua. 

Jovens que no entender do mundo da vida deveriam estar nos bancos escolares se preparando para a construção de uma sociedade mais humana e que utilize a paz e a harmonia como ingredientes fundamentais na convivência pacífica entee os homens, contrarios a todos esses pressupostos, se contradizem enquanto seres humanos e praticam a bárbarie contra os seus semelhantes.

O que dizer desses jovens queimadenses que se dispuseram a descrever o futuro de algumas mulheres jovens daquele sociedade, estabelecendo os caminhos da pervesidade, da maldade, do terror e da bárbarie, buscando nessas práticas momentos de prazer (?), como se o sofrimento alheio, a humilhação do outro (a) se justificassem. 

Pobres familias, de um lado e de outro. Triste sina para todos/as. Agora é preciso muito cuidado no trato do problema do ponto de vista juridico. Não se admite tratar os bandidos como "jovens" inexperientes e que no afã das aventuras dos finais de semana promoveram uma bricandeirinha qualquer. 

Da mesma forma como "eles" decidiram em provocar nas vitímas os resultados constatados, como se fossem semi-deuses, que os semi-deuses da justiça os façam responder pelo que praticaram, cuja punição possa representar para esses "marginais", uma lição efetiva, da qual nenhum deles possa esquecer jamais, apesar de que mesmo assim as vidas perdidas nao serão recuperadas, mas a dignidade de um povo será respeitado. 

Aliás, esse lamentável fato nos põe diante um tema que precisa ser encarado de frente pelos pais (me refiro a pai e mãe): é lamentável que grande parte da juventude esteja jogada ao léu sem receber dos pais as instruções de civilidade e de cidadania que são fundamentais a partir da capacidade cognitiva da criança. A atenção dos pais em relação a formação dos filhos pode evitar muitos desses problemas que estamos registrando nos dias de hoje.