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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

As entidades de representação dos Servidores Públicos e a inércia!

O mundo das profissões está invadido por instituições de representação politica e social, cada qual, atuando em faixa própria, buscando, para utilizar-me do linguajar popular, "puxar a sardinha para sua brasa".

São Sindicatos, Associações Civis, Ordem daqui, Ordem dacolá, Conselhos, Federações, Confederações e por ai vai.

Acontece porém, que, em se tratando de SERVIDOR PÚBLICO, aquele/a que ingressa no serviço público através do Concurso, aquele/a que cumpre estágio probatório e comprova sua aptidão para o exercicio da função - nem todos/as tem aptidão, aquele/a que no exercicio pleno de suas funções e de seu cargo engrandece a Adminstração Pública, produzindo, criando uma relação de total integração entre o poder e o povo, aquele/a que é assiduo/a marcando presença no horário de trabalho, aquele/a que cria no interior do orgão onde atua uma teia de amizades, compreendendo que naquele ambiente de trabalho existe uma familia e portanto quanto melhor o ambiente maior será a felicidade de atuar e crescer na carreira.

O Servidor Público tem poucas chances de tomar conhecimento dessas prerrogativas importantes para a sua carreira e para a sua vida profissional, pois lhe falta o direcionamento de instruções e de capacitação que em primeiro plano os tornem "profissionais do estado" e não simplesmente "funcionários públicos".

Não consigo enxergar na Paraíba e em outros Estados do porte do nosso, essas politicas voltadas para legitimar a profissão do Servidor Público, como por exemplo, existem politicas objetivas para a valorização do profissional do ensino superior, apesar da falta de recursos para financiar bolsas de estudos para os que decidem enfrentar a estrada da capacitação continuada.

Ao retirar parte dos agentes públicos - sem estabilidade e sem efetividade - e aqui me refiro aos contratados e aos protempores, o Governador Ricardo Coutinho inicia um processo de "moralização" quanto ao preenchimento das funções sem cargos e acredito que a competência e o conhecimento de gestão que ele tem, farão por criar novas diretrizes de como tratar todas aquelas pessoas que sejam chamadas para contribuir temporariamente com o serviço público - usando a ética acima de tudo - para dizer a cada uma daquelas pessoas que o vinculo é temporário e a permanência além do que se prevê nos contratos dependerá da conveniência e da oportunidade avaliadas pela Administração Público quando necessário e nunca pelo interesse político do detentor da principal cadeira do PR, o que até dias desses acontecia.

E quanto aos órgãos de representação, gostaria de conhecê-los e saber o que fazem em favor dos SERVIDORES PÚBLICOS.

Voltarei ao assunto.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Na volta ninguém se perde...

Abraço aos/as leitores/as neste retorno.

Observando o último texto publicado ainda se falava no que Ricardo Coutinho enfrentaria em termos de
dificuldades para sonhar em aportar no Palácio da Redenção. O importante é que o "mago" chegou lá.

E o Governo? Ricardo tem engolido indigesta gastronomia política neste início de gestão, no entanto, consciente do que tem enfretado e suas necessidades de acontecer para que se possa pensar em administrar a Paraíba.

O "mago" entrou com "dois quentes e um fervendo", principalmente mexendo em vespero ao decidir afastar os contratados e os protempores, verdadeiras "pedras" no calcanhar de vários governantes que passaram pelo PR e de forma hipócrita, onde o interesse político soou sempre a maior, impediu de se tomar providencias para dar a essas pessoas a dignidade de quem presta serviços públicos sem a garantia da estabilidade e da efetividade.

Os governos enganaram essas pessoas e nunca se fez qualquer tipo de campanha para dizer a verdade sobre o tipo de vínculo que cada um/a tinha para com o Estado da Paraíba. O mais fácil foi contratar ou mandar ocupar funções sem cargo (o caso dos protempres). O importante era a contraprestação do favor realizado através do voto no dia da eleição.

Esse estado de coisa precisava ter um fim. Não quero entrar no mérito ainda sobre a forma como o Governador Ricardo Coutinho tem tratado do assunto, mas, não tenho nenhuma dúvida quanto ao beneficio que Ricardo faz neste momento aos/as verdadeiros/as servidores/as públicos - os de carreira - que precisam ser vitos/as de forma diferenciada, até porque adquiriram por direito a obrigação do Estado vê-los/as de forma diferente, pois são estes/as os verdadeiros ocupantes das funções governamentais.

Se neste início de governo o problema dos protempores tem causado conflitos, confio na ação do Secretário Gilberto Sarmento (meu ex-aluno no Curso de Direito da UEPB), e, nas ações que serão utilizadas para finalmente acabar com essa vergonha - mais uma praticada por este Estado pobre de tudo.

Algum/a leitor/a poderá indagar: E como fica a situação de quem perde a função contratada ou temporária?

No próximo artigo trataremos desse assunto.