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sexta-feira, 4 de março de 2011

Carnaval, que Carnaval?

O carnaval recheado de sentimentos, de confete, serpentinas, de crianças brincando com lanças d´água, de papangús e de homens travestidos de mulher, isso se foi há anos e o que temos hoje é um evento eminetenmene mercantilista enchendo os cofres dos pós-modernistas.

Qual o sentido verdadeiro dos carnavais de hoje? No Rio de Janeiro o samba e as escolas que atraem turistas do mundo inteiro. Em São Paulo uma cópia mal feita do que se faz no Rio. Salvador com seus trio-elétricos e seus grupos que fizeram de Bel, Ivete Sangalo, Daniela Mercury e outros/as as pessoas mais ricas do meio artístico nacional, salvando-se ainda alguns grupos de afro que mantém a cultura do carnaval família e, por fim, Pernambuco com o frevo e suas repercussões influenciando todo o Nordeste - com excessões. 

E nas demais regiões, como são promovidos os ditos carnavais? Em algumas cidades litoraneas não se sabe se há carnaval e um misto de frevo e forró pontua os "bailes" em praça pública, patrocinados geralmente pelo dinheiro do povo que se contenta em ser enganado e ao mesmo embalado pelo som frenético de trios (?) e orquestras (?) que não mais tocam as marchinhas de letras culturalmente corretas, mas com composições apimentadas que levam o contexto invariavelmente para o mundo da pornografia. E o povo gosta!. Os gestores mal intencionados também. Até quando? Quem puder responder que se apresente.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Futebol. Matando saudades...

Me permitam retomar o tempo e lembrar um pouco dos bons e inesqueciveis momentos que desempenhei as funções de Editor de Esportes do Diário da Borborema e assinava uma coluna de comentários todos os dias. Lá pelos anos 80.

Eu sou trezeano mas sempre admirei o Campinense Clube por se tratar do principal rival do "Galo". Assim é que depois da tempestade que passou em 2009 e 2010 achei que a atual gestão do rubro-negro vinha de forma veloz acertando o passo.

Conseguiram montar um time valente e de garra estruturado a partir de um treinador caseiro e de muita competencia - Suélio eternamente Suélio, apesar de companheiros da imprensa esportiva o terem acrescentado o Lacerda. Prefiro apenas Suélio aquele que saiu daqui e venceu em São Paulo.

Pois bem, Suélio montou o time e o fez jogar em sistemas de ofensividade que levaram o Campínense a se manter imbátiel por nove jogos.

Ai aconteceu o inacreditável. Diante do Treze o Campinense sucumbiu. Perdeu de novo. No dia seguinte Suélio foi demitido do cargo.

Me permitam deixar de tratar de futebol por outro longo tempo. Conviver com dirigentes de clubes que só pensam em resultados imediatos não dá. É melhor continuar com a atenção voltada para Habermas, Derrida, Adorno, Morrin, Heideegger, Marx, Pierre Levy, Paulo Freire, Bittar, Kelsen, Delors, entre outros.

Garanto que são mais fáceis de compreensão.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

As entidades de representação dos Servidores Públicos e a inércia!

O mundo das profissões está invadido por instituições de representação politica e social, cada qual, atuando em faixa própria, buscando, para utilizar-me do linguajar popular, "puxar a sardinha para sua brasa".

São Sindicatos, Associações Civis, Ordem daqui, Ordem dacolá, Conselhos, Federações, Confederações e por ai vai.

Acontece porém, que, em se tratando de SERVIDOR PÚBLICO, aquele/a que ingressa no serviço público através do Concurso, aquele/a que cumpre estágio probatório e comprova sua aptidão para o exercicio da função - nem todos/as tem aptidão, aquele/a que no exercicio pleno de suas funções e de seu cargo engrandece a Adminstração Pública, produzindo, criando uma relação de total integração entre o poder e o povo, aquele/a que é assiduo/a marcando presença no horário de trabalho, aquele/a que cria no interior do orgão onde atua uma teia de amizades, compreendendo que naquele ambiente de trabalho existe uma familia e portanto quanto melhor o ambiente maior será a felicidade de atuar e crescer na carreira.

O Servidor Público tem poucas chances de tomar conhecimento dessas prerrogativas importantes para a sua carreira e para a sua vida profissional, pois lhe falta o direcionamento de instruções e de capacitação que em primeiro plano os tornem "profissionais do estado" e não simplesmente "funcionários públicos".

Não consigo enxergar na Paraíba e em outros Estados do porte do nosso, essas politicas voltadas para legitimar a profissão do Servidor Público, como por exemplo, existem politicas objetivas para a valorização do profissional do ensino superior, apesar da falta de recursos para financiar bolsas de estudos para os que decidem enfrentar a estrada da capacitação continuada.

Ao retirar parte dos agentes públicos - sem estabilidade e sem efetividade - e aqui me refiro aos contratados e aos protempores, o Governador Ricardo Coutinho inicia um processo de "moralização" quanto ao preenchimento das funções sem cargos e acredito que a competência e o conhecimento de gestão que ele tem, farão por criar novas diretrizes de como tratar todas aquelas pessoas que sejam chamadas para contribuir temporariamente com o serviço público - usando a ética acima de tudo - para dizer a cada uma daquelas pessoas que o vinculo é temporário e a permanência além do que se prevê nos contratos dependerá da conveniência e da oportunidade avaliadas pela Administração Público quando necessário e nunca pelo interesse político do detentor da principal cadeira do PR, o que até dias desses acontecia.

E quanto aos órgãos de representação, gostaria de conhecê-los e saber o que fazem em favor dos SERVIDORES PÚBLICOS.

Voltarei ao assunto.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Na volta ninguém se perde...

Abraço aos/as leitores/as neste retorno.

Observando o último texto publicado ainda se falava no que Ricardo Coutinho enfrentaria em termos de
dificuldades para sonhar em aportar no Palácio da Redenção. O importante é que o "mago" chegou lá.

E o Governo? Ricardo tem engolido indigesta gastronomia política neste início de gestão, no entanto, consciente do que tem enfretado e suas necessidades de acontecer para que se possa pensar em administrar a Paraíba.

O "mago" entrou com "dois quentes e um fervendo", principalmente mexendo em vespero ao decidir afastar os contratados e os protempores, verdadeiras "pedras" no calcanhar de vários governantes que passaram pelo PR e de forma hipócrita, onde o interesse político soou sempre a maior, impediu de se tomar providencias para dar a essas pessoas a dignidade de quem presta serviços públicos sem a garantia da estabilidade e da efetividade.

Os governos enganaram essas pessoas e nunca se fez qualquer tipo de campanha para dizer a verdade sobre o tipo de vínculo que cada um/a tinha para com o Estado da Paraíba. O mais fácil foi contratar ou mandar ocupar funções sem cargo (o caso dos protempres). O importante era a contraprestação do favor realizado através do voto no dia da eleição.

Esse estado de coisa precisava ter um fim. Não quero entrar no mérito ainda sobre a forma como o Governador Ricardo Coutinho tem tratado do assunto, mas, não tenho nenhuma dúvida quanto ao beneficio que Ricardo faz neste momento aos/as verdadeiros/as servidores/as públicos - os de carreira - que precisam ser vitos/as de forma diferenciada, até porque adquiriram por direito a obrigação do Estado vê-los/as de forma diferente, pois são estes/as os verdadeiros ocupantes das funções governamentais.

Se neste início de governo o problema dos protempores tem causado conflitos, confio na ação do Secretário Gilberto Sarmento (meu ex-aluno no Curso de Direito da UEPB), e, nas ações que serão utilizadas para finalmente acabar com essa vergonha - mais uma praticada por este Estado pobre de tudo.

Algum/a leitor/a poderá indagar: E como fica a situação de quem perde a função contratada ou temporária?

No próximo artigo trataremos desse assunto.