Enquanto a imprensa política da Paraíba concentra sua atenção nos nomes de Maranhão, Ricardo Coutinho e Cícero Lucena como figuras finalizadas para a disputa do Governo do Estado em 2010, considero importante caminharmos por outros caminhos que nos levem a alternativas viáveis de outros nomes, nos possibilitando análises mais aprofundadas sobre o que queremos e o que merece a Paraíba em termos de gestão futura.
Nunca será demais lembrar que logo após a vitória de Cássio Cunha Lima em 2006 e sua posse em 2007, os simpatizantes de Maranhão desfilaram de "luto" pelas principais ruas e avenidas de nossa capital, para em seguida, o candidato derrotado (nas condições que todos os paraibanos tomaram conhecimento a posteriori), entrasse com a demanda judicial reclamando o cargo em seu favor.
Daquele momento, até o presente, o povo paraibano concentrou sua atenção nessas duas figuras expoentes desta pobre política tuipiniquim e de outra coisa não se falou mais. E a imprensa tem ajudado neste retrocesso, independente de ser hoje Maranhão o Governador do Estado.
Por fora apareceram Ricardo Coutinho, que sem dúvida nenhuma, se perdeu ao resolver se aliar aos Cunha Lima e Cícero Lucena que entende que chegou sua hora de dar o grito de "independência" e que por isso deve ser traído em saus pretensões por aqueles a quem Cícero tem sido fiél e leal em toda sua trajetória de vida pública.
Mas não se enganem. Correndo por fora e sendo considerado hoje a maior liderança jovem do do Estado da Paraiba, o prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo preenche todos os requisitos condicionantes para uma boa candidatura ao Governo do Estado. A sua primeira gestão o credencia a esta pretensão e no embate de repercussão política em termos de imagem em mais de 75% (setenta e cinco por cento) do interior do Estado, Veneziano Vital do Rêgo é muito mais conhecido do que Ricardo Coutinho.
A imagem do prefeito campinense se reflete em toda a região interiorana da Paraíba, enquanto, a imagem de Ricardo se limita a incursões regionais em áreas próximas da capital. Para o povo do interior do Estado (nesta faixa de 75%), Veneziano é considerado um grande gestor, sem no entanto, deixar de reconhecer Coutinho também como um grande gestor, só que em intensidade menor.
Veneziano tem uma postura fácil de chegar. É simpático e comunicativo. É vibrante. Olha no olho do povo. Ricardo é desconfiado. Mantém-se fechado. Usa uma linguagem política não compreendida pelas massas. É critíco contumaz. Cria vitímas.
Se amanhã ou depois de amanhã alguém me disser que Veneziano será candidato ao Governo do Estado e que Maranhão decidiu disputar o Senado, estaremos diante de uma perspectiva fabulosa de discutir uma Paraiba nova com comportamentos políticos também inovadores, abrindo-se efetivamente uma oportunidade do povo chegar ao poder. Pelo menos é assim que eu espero, viu cabeludo?
