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domingo, 8 de novembro de 2009

A solução começa pela melhoria na oferta de ônibus adequados para transportar pessoas.

Eu estou parado no sinal de trânsito e aguardo a abertura da luz verde. Ao meu lado, de repente passa um veículo conduzido por um jovem. Ele olha para um lado e para o outro e não vendo nenhum veículo arranca em velocidade e ultrapassa o sinal vermelho sem a menor cerimônia.
Eu venho circulando no meu carro, procurando desenvolver a velocidade conforme o ambiente por onde passo. Um veiculo me ultrapassa e faz um zigue zague em velocidade não compatível com o local.
Um motorista conduz uma bela caminhonhete dessas importadas que mais parecem um foguete do outro mundo. Espaço reduzido - o que é comum em João Pessoa e o motorista da caminhonhete, talvez pensando que tamanho de carro é documento e o torna uma autoridade sai apertando os que se colocam à sua frente ou ao seu lado e triste daquele que se meter a besta de querer se trocar com o brutamontes da máquina quente.
É de se perguntar: E as autoridades de trânsito onde estão? Não se vê uma viva alma fardada em locais de fluxo complexo onde a todo instante pode acontecer conflitos e o pior é que acontecem os lamentáveis acidentes. Quando o prejuízo é material, tudo bem. No entanto, quando há vitimas fisícas conforme a pancada muitas correm o risco de sequelas profundamente lamentáveis.
É hora de se unirem, STTRANS, CPTRAN, DETRAN, Secretaria de Segurança Pública, Comando da Polícia Militar, Ministério Público, Imprensa, Universidades e Segmentos de Representação do Comércio, da Indústria e de áreas afins para estudarem juntos uma maneira bem mais adequada para tornar o trânsito de João Pessoa seguro.
Da forma como está até parece que estamos na India - cada um para o seu lado. Temos perdido horas sentados dentro de um carro na ida ou na volta. Não tem perdão. Todos estão sofrendo o fato do crescimento quantitativo da frota de veículos e sem uma nova projeção de como utilizar o espaço urbano com essa finalidade.
Qualquer dia desses será preciso deixar o carro em casa porque não compensará utilizá-lo na loucura que está se tornando o trânsito de João Pessoa.
Alguma providência tem que ser adotada pelas autoridades ou na pressão da sociedade - seja proprietária ou não de veículos. O primeiro passo que podemos sugerir é a mudança na estrutura da oferta do serviço de transporte coletivo. Talvez a oferta de ônibus adequados para o uso da população motive muita gente a deixar o seu carro em casa. Eu por exemplo, serei um dos primeiros. Apenas quero ter a certeza de que não circularei feito sardinha em ônibus projetados para carregar caixas ou sacos de batata. Nem de longe me pareço com tais objetos.

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