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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

As cerimônias públicas sem legitimidade: O povo sempre ausente!

As práticas políticas não se refinam nunca. O agir dos poderosos na função pública mantém-se no patamar da repetição e nada de novo se registra para o bem do povo. Pelo contrário, tudo se repete como dantes.
Estive recentemente em uma solenidade promovida pelo Governo do Estado ocasião em que se inaugurava (sic) novos serviços e novas atividades desenvoldias pela PB-PREV e pelo antigo IPEP.
Bandas de Música, sistemas de sonorização, faixas expostas na cidade, anúncios em rádio, tv e jornais, convocação de auxiliares e de políticos para fazerem número e prestigiarem o evento, mas, o povo, o principal alvo de qualquer atividade, esse não aparece.
Os eventos se transformam em desfile de correligionários e encontros públicos de apainiguados do poder, alguns ostentando a prepotência natural de quem nunca deveria ser alçado a essa condição e todos a postos para receber o "chefe".
De repente alguém anuncia: "ele está chegando". O Governador. Alvoroço, algazarra, jogo do empurra, os mais afoitos, principalmente aqueles que ganham ser fazer nada, fazem questão de serem vistos pelo "chefe" e driblando as cotoveladas, os empurrões e o ombro-a-ombro, finalmente conseguem um lugar privilegiado exatamente onde o "chefe" descerá do seu carro especial para cumprimentar mãos que hoje lhe afagam, mas, que podem tê-lo massacrado no passado ou que o massacrarão no futuro, conforme o carinho destinado a aqueles.
Em resumo, o evento que deveria reunir o povo - maior mandatário do poder, não passa de uma reuniãozinha de politiqueiros e de políticos, no entanto, sem haver da parte do próprio governo, o zêlo com o dinheiro desperdiçado em propagandas ilegais e eventos descaracterizados de uma verdadeira cerimônia pública e, por esta razão não receber a aprovação da sociedade.
Outro aspecto lamentável é que o governo acha que por não ter horário específico quanto a obrigação de expediente, o povo da mesma forma, não tem o que fazer e toda hora é hora para se programar solenidades promocionais para o agente de plantão.
Na prática o povo tem comprovado que o governo não tem razão e por isso fica só, isolado e para não se desmoralizar por completo, convoca o seu grupo de seguidores, que deixando de lado horário de trabalho, responsabilidades públicas, atividades de interesse coletivo, priorizam os interesses do agente político.
Porque continuar assim? Porque não costruir um novo modelo de gerenciar as cerimônias que implicam na entrega de serviços ou na entrega de obras realizadas pelo governo em favor do povo? O que é que soma para o governo a permanência desse modelo desgastado e superado de fazer eventos oficiais?
Há casos em que as verdaderias autoridades que deveriam ser registradas como presenças especiais e tendo tudo a haver com o evento em evolução, são esquecidas pelos mestres de cerimônias que são forçados a anunciar com destaque e veemência nomes de certos parasitas que por ocuparem cargos políticos se sobrepõem aos capacitados auxiliares técnicos que desempenharam com eficiência, honestidade e responsabilidade as suas funções, mas, para lamentação de alguns, na hora da festa, são esquecidos e substituidos por figuras emblemáticas que só aparecem em regra, nesses momentos.
Quando tudo isto vai mudar? Talvez nunca. Como esquecer a noitada a estilo "romano" promovida pelo Palácio do Planalto em recente visita de Lula as obras da transposição em Pernambuco? Sugestões? Enviem para nós.

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