Me permitam divagar um pouco sobre a política paraibana.
Será quem algúem parou para se perguntar porque o "caboclinho" Cícero Lucena por legitimidade deveria receber o aval do seu grupo para se candidatar ao Governo do Estado da Paraiba?
O que temos assistindo ultimamente com as especulações de traição por parte dos Cunha Lima a Cícero é coisa de estarrecer apesar de que em politica tudo é possivel, respeitando-se aquelas pessoas que tendo dignidade, nao aceitam certas posturas políticas.
Cícero, para quem não atentou ainda, foi Vice-Governador de Ronaldo Cunha Lima e acredito eu que constituiu-se historicamente no primeiro Vice-Governador efetivamente atuante fazendo do cargo um instrumento de trabalho cuja atuação ficou marcada de váriadas formas.
Tendo o espaço aberto por Ronaldo, Cícero demonstrou e comprovou durante o exercicio do mandato dele e do poeta, que, a sua eleição na chapa de Cunha Lima diferenciava-se das outras anteriormente ocorridas, pois, engajado estava, politico e administrativamente, sendo um dos mais atuantes e fiéis colaboradores do então governador Ronaldo Cunha Lima.
Parando um pouco prá pensar é mister indagar: Quem se lembra dos vices de Wilson Braga, Tarcisio Burity I, Sobreira, Ernani Sátiro, João Agripino, e tantos outros respeitados cidadãos que ocuparam a principal cadeira do Palácio da Redenção? Longe de mim questionar a capacidade daquelas pessoas, no entanto, certamente que não tiveram a oportunidade que Cícero teve para desepenhar suas funções com responsabilidade e competencia.
A importância de Cícero é tanta que após deixar o Governo Estadual com a eleição de Mariz, pavimentou sua estrada rumo a Prefeiura de João Pessoa, sendo aprovado no primeiro grande teste de votos e dai prá frente todos os paraibanos tem acompanhado a trajetório do "caboclinho".
A eleição de Cícero para o Senado foi pontuada por uma comprovação de liderança dele próprio que suplantou um dos piores momentos de sua carreira quando foi exposto preso e algemado pela Polícia Federal, fruto de acusaçoes sobre gestão fraudulenta a frente da Prefeitura de João Pessoa, desafio esse que não lhe arrefeceu o ânimo e nem impediu que o povo da Paraíba o escolhesse Senador da República. Também não vamos entrar no mérito das acusações.
Agora Cícero entende ser o nome do grupo para disputar com Maranhão e outros candidatos mais animados as eleiçoes estaduais de 2010. Ocorre porém que na sua caminhada há um obstáculo terrivel chamado Ricardo Coutinho que se constitui em um empecilho violento quanto as pretensões do Senador, visivelmente preterido, inclusive pelo grupo Cunha Lima em face de declarações subjetivas de algumas lideranças da familia que não tem agradado aos simpatizantes de Cícero.
É de se estranhar que nesse momento decisivo em que Cícero alimenta a pretensão de chegar ao Palácio da Redenção na condição de Governador, candidato que pretende ser pelo PSDB, não encontre o éco mais harmônico para os seus ouvidos e suas pretensões da parte daqueles a quem Cícero dedicou grande parte de sua vida política.
Será que os Cunha Lima vão esquecer da importância de Cícero naqueles momentos dificeis lá para os anos 90 quando Ronaldo atirou em Burity? Lembro-me que Cícero enfrentou todas as barreiras e todas as dificuldades para livrar o poeta da prisão. Conheço de perto toda a história.
Cícero teve papel decisivo na liberdade do poeta e posteriormente na administração da crise politica que se abateu contra o grupo e contra a gestão do Estado. Em pouco tempo tudo voltou a normalidade e Ronaldo retomou o poder graças aos atos preparatórios de paz e tranquilidade providenciados pela competencia de poucos amigos que estiveram lealmente ao seu lado sob a batuta de Cícero.
No episódio da derrota de Ronaldo na conveção do PMDB, quando Maranhão de forma competente acachapou duas desilusões políticas a Ronaldo e conseguiu a indicação para disputar a reeleição, Cícero foi a parede que amparou a lamentação dos ronaldistas que fora do poder do Estado tiveram de recorrer a Cícero para distribuir cargos com os mais chegados na Prefeitura de João Pessoa. Cícero não pensou duas vezes.
E porque os Cunha Lima temem a candidatura de Cícero? Esse é um assunto que voltaremos a debater em outra oportunidade.

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