Não é mais nenhuma novidade encontrarmos crianças soltas perambulando pelas ruas das cidades, raquiticas, esfomeadas, maltrapilhas e expostas a toda sorte do mundo cruel que temos construido para elas ao longo desse últimos tempos.
O que pensam aquelas pobres cabeças? Que idéias se formalizam naqueles minúsculos cerébros ainda em formação? Que registros da vida atual essas criaturas humanas trazem consigo guardadas em suas pastas de arquivo na engenharia patológica de corpos fragéis e ainda extremamente indefesos?
Certamente que vivendo (vivendo?) da forma atual, essas pequenas crituras humanas não devem trazer em suas memórias boas ou estimulantes recordações pois, sabemos nós, que o ambiente familiar dessas pessoas em formação em sua imensa maioria é composto de pobreza e miséria, sem no entanto, deixarmos de registrar as cenas dantescas de violência de pais que sem oportunidades não podem exercer o devido poder familiar - legal e legítimo, por falta de emprego ou oportunidades de qualificação para melhorar suas rendas e assim viverem de forma digna conforme estabelece a Constituição Federal como "direito fundamental e garantido", sem no entanto, registramos providências objetivas substitutas para tornar essas crianças em pessoas reconhecidamente humanas e dignas em sua moral cidadã.
Se a família falha, está na lei, é o Estado que deve atuar em parceria com a sociedade para encontrar as soluções que essas crianças merecem sem reclamar porque não tem ainda a consciência politica do protesto ou da exigência do que por lei é direito deles.
Destacam-se pelo contrário, ações de corrupção e descalabro com o dinheiro público. As providências de combate são tão incipientes que mesmo punindo aqui e ali não se consegue repercutir com o efeito reparador na tentativa de impedir novas práticas. O Estado (instituição politica) foge ao seu real papel para dar lugar a outro tipo de politica vergonhosa - a exemplo da verba social utilizada pelos deputados estaduais paraibanos verdadeiros algozes do sofrimento, da humilhação e do atentado a dignidade daquelas crianças que não entendendo ainda o que se passa contra elas, riem, correm e brincam sem saber que episódios o futuro lhes reserva. Sobre esse tema escrevemos na sequência.

Ilustre jornalista, detentor de uma sábia forma de se comunicar.
ResponderExcluirFeliz estou em poder encontrar na Net, tanta sapiência que irá, com certeza, aflorar mundo afora, através dos seus sábios conhecimentos. Como modesto estudante das letras, passo-me agora, acompanhar seus escritos que muito me ajudarão a dar sequência no que se faz de melhor na vida que é: Ler e escrever.
Ler e ouvir Germano Ramalho será sempre, uma das melhores oportunidades que qualquer ser humano pode degustar, como iguarias que deixam sabor de qualidade na boca. É também, como refinar a qualidade da desgustação.
Amigo sugiro-lhe acessar o porta do jornalista Antonio Costa (www.portalbip.com). Nêle, sou um modesto contribuinte dos meus atabalhoados e imberbes escritos.
Abraços
Anastácio Pereira
Amigos são assim. Verdadeiras fontes de acolhimento e ternura, sem no entanto, perderam o poder da critíca ou do conselho tão importantes para as avaliações dos nossos comportamentos.
ResponderExcluirRecebo o seu comentário com a humildade de um iniciante e como um estímulo para o processso da continuidade em busca de arregimentar com a ousadia das idéias parceiros numa caminhadad em busca do respeito e da dignidade do ser humano. Ter um amigo letrado é ter a certeza de que poderemos errar menos. Lembrando Legrand (1952), "Eu aprendi que, para dominar amente, preciso reduzir a velocidade do pensamento".