Páginas

Atalho do Facebook

Seguidores

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Cicero desacreditado por Cássio poderia convênce-lo a apoiar Maranhão. Qual a diferança?

O homem que tem como riqueza maior de postura humana um conjunto de valores pautados por princípios, ao se deparar com decisões inevitáveis, cujos resultados podem fazê-lo romper com vínculos que o envolveram emocionalmente, fica deveras estupefato com as peças que a vida prega contra as nossas vontades.
Eu me refiro ao estágio de vida atual do Senador Cícero Lucena. Conheço Cícero desde a histórica campanha de 1986 quando Burity, Humberto e Raimundo Lira encabeçaram a chapa da oposição e derrubaram o todo poderoso Wilson Braga com uma esmagadora vitória que consagrou Burity como líder inquestionável.
Naquele campanha, a chamado de Lira e Humberto eu fui assessor da chapa majoritária fixando o meu comitê de trabalho entre a bela mansão de Raimundo Lira em Campina Grande e o Hotel dos Navegantes em Tambaú para dara conta das mil atividades que me foram confiadas por Burity, Humberto e Lira, além das cansativas viagens a partir das quintas-ferias para comandar e apresentar os comícios ao lado desses candidatos.
Certa vez Humberto me pediu para arquivar certas documentos referentes as despesas de viagens e que deveriam ser entregues a Cícero Lucena quando do nosso retorno a João Pessoa. Foi naquela oportunidade que conheci o jovem e empreendedor Cícero Lucena sentado em um escritório simples mas aconchegante em uma empresa de construção civil em João Pessoa.
Daquele momento em diante travamos uma amizade de admiração recíproca culminando com o nosso encontro de trabalho no governo dele e Ronaldo a frente dos destinos da Paraiba quando convocado pelo segundo fui fazer as vezes de Coordenador do Cerimonial do Governo do Estado além de ocupar o cargo de Mestre de Cerimônias naquele governo e nos governos seguintes (de Cícero, Mariz e Maranhão I).
Foi na convivência do Gabinete Civil e nas viagens oficiais que fizemos juntos que me aproximei um pouco mais do cidadão e do político Cícero Lucena. Foi o suficiente para saber que estava lidando com um homem sério, responsável e de uma visão humanística muito larga e ascendente na proporção em que os espaços políticos lhes foram ofertados, autação esta pautada pela decência e com largo espiríto público.
Ao longo de sua carreira política (foi prefeito de João Pessoa por duas vezes) e atualmente exerce um mandato de Senador, sempre como aliado dos Cunha Lima, apesar das rugas que o tempo decidiu em constuir mas que não foram suficientes para um rompimento. Bem que Cícero poderia ter tomado esta decisão em tempo bastante pretérito.
A sua lealdade aos Cunha Lima nunca foi questionada e enquanto pode decidir em conjunto com Ronaldo, o seu futuro, o futuro da clã e o futuro dos partidos a que sempre estiveram ligados (PMDB e depois PSDB), as decisões sempre foram legítimas e fortificadas pela luta conjunta em companhia de inúmeros amigos e correligionários que sempre estivem ao lado dos dois.
Essa relação quase familial - como o próprio Ronaldo gostava de destacar - aos poucos foi sofrendo fissuras causadas pelo comportamento nada amistoso do filho de Ronaldo (Cássio) que ao longo desses últimos anos tem nos bastidores afastado de Ronaldo praticamente todos aqueles amigos fiéis e leais que ajudaram o poeta na longa e vitoriosa caminhada de sucesso na vida pública.
Os conflitos criados pelo filho inicialmente foram com pessoas humildes, sem cacife político, não causando as repercussões que poderiam atingir de público a sua imagem de líder insofismável. No entanto, no âmbito interno as arestas são largas e profundas e muitos ronaldistas hoje estão afastados do grupo culpando a forma prepotente e desleal como o filho de Ronaldo (Cássio), tem tratado centenas de pessoas importantes que formaram no passado o grande exército de admiradores do pai.
Tudo isso e muito mais levaram o filho de Ronaldo à cassação do mandato, perdendo o poder para o inimigo José Maranhão que no final da década de 90 foi humilhado, renegado e desmoralizado publicamente pela armação dos cassistas de plantão na histórica festa de aniversário de Ronaldo no Clube Campestre em Campina Grande. E Ivandro Cunha Lima (irmão de Ronaldo era candidato a vice na chapa de Maranhão). Imagime se não fosse.
Agora é Cícero que sofre do mesmo problema. Se vê obrigado a conviver com o seu maior e mais ortodoxo adversário - Ricardo Coutinho por uma imposição do filho de Ronaldo, que prefere não se comprometer objetivamente e estímula seus aliados a se postarem contra a candidatura de Cícero.
Ora senhores, como Cícero vai engulir tamanha indignidade? Para Cícero o óbvio é a sua candidatura ao Governo do Estado e mesmo com as arranhaduras por conta da cassação, o apoio do filho de Ronaldo é importante pois apresentaria a Paraíba um PSDB unido e em condições de vencer Maranhão e Ricardo Coutinho. Cássio não acredita em Cícero e defende a desistência de sua candidatura porque decidiu apoiar o prefeito Ricardo Coutinho ao Governo do Estado.
Cícero discorda e não será surpresa para ninguém se mantiver a candidatura mesmo sem a consistência eleitoral do PSDB sem Cássio. Assim, Cícero ficará à vontade para votar em Maranhão no segundo turno. É o quadro que se forma para as eleições de 2010 na Paraíba.
Aliás aqui vai uma pergunta?
Ora, se Cássio insiste para que Cícero apoie Ricardo ao Governo do Estado, Cícero poderia tentar convencer Cássio a apoiar a reeeleição de Maranhão, levando-se em consideração que Cássio não acredita na eleição de Cícero. Qual a diferença? Quem tiver perfil diferente que nos escreva.

Nenhum comentário:

Postar um comentário