Não quero ser injusto nem tão pouco servir de palmatória do mundo, mas, o que temos assistido ultimamente no imprensário político paraibano é de dar dó em qualquer pessoa mesmo desavisada e que nao viva o dia a dia do jornalismo politico.
Os veículos de comunicação, na sua imensa maioria, se prestam na promoção de discussões tolas e inconcebíveis onde se destaca a preferência do comunicador, do jornalista ou do emissor de opinião, todos procurando exaltar as qualidades dos seus preferidos e sem qualquer pingo de ética, soltar as feras contras os adversários dos seus protegidos.
E o pior disto tudo é que essas frentes tem duas preferências visiveis: Maranhão e Cássio Cunha Lima. Ora, convenhamos: a disputa pelo Palácio da Redenção apresenta hoje três nomes que devem disputar as eleições - Maranhão, Ricardo e Cícero, além, dos candidatos de partidos ortodoxos e radicais tipo PSOL que deve lançar o seu candidato.
Entendo que o eleitor e o povo paraibano como parte mais interessada deveriam receber informações transparentes sobre todos os possiveis candidatos sem essa postura baixa de determinados jornalistas e comunicadores em tentarem manter uma linha de subserviência ao poder em troca de favores - conhecidos da grande maioria dos verdadeiros e honrados jornalistas e comunicadores paraiabanos.
Neste desiderato, nota-se com absoluta clareza a administração da policia politica de determinado candidato no exercicio do poder que consegue aglutinar ao seu lado um número expresso de interesseiros que aceitam a subserviência em troca de pagas além de lançarem suas expectativas sobre o quanto podem faturar no futuro em termos de ganhos pessoais como se a política nao fosse um sacerdócio e sim um mero negócio como apregoou o poeta Ronaldo Cunha Lima.
Neste tenebroso e imundo quadro temos a clareza e a evidência como a mente humana é má perigosa, pois, a bem pouco tempo, o prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho era o maior administrador e gestor públicos do Estado da Paraiba, enquanto aliado do Governador tampão José Maranhão. Acontecer que, bastou Ricardo dar demonstrações claras de vontade em disputar o Governo do Estado e se afastar da aliança com o PMDB para que determinados jornalistas e comunicadores - ungidos pelas benesses oferecidas, passasassem a detratar chegando as raias do desrespeito ao novo e incontestável líder da política paraibana Ricardo Coutinho que de herói se transformou em vilão na opinião desses desacreditados comunicadores e jornalistas.
Atenção API, Sindicato dos Jornalistas, Sindicato dos Radialistas, Conselho de Ética, Conselho de Comunicação, OAB, Ministério Público, entre tantas outras entidades que podem contribuir para a mudança de comportamento desta parte da imprensa: é preciso fazer algo para inibir esta prática inconveniente que tem mantido o Estado da Paraiba neste nível de miséria e desgraça social, pois os problemas que reclamam solução nao tem foco na visão distorcida dessas figuras que na qualidade de formadores de opinião desviam a finalidade e o objeto dos veiculos de midia que em vez de promover o bem social, promovem o bem grupal ou o interesse localizado.
Triste povo paraibano inocente em suas esperanças. Triste eleitor que acredita e deposita nas mãos de incautos politicos sua sorte cidadã. Triste imprensa paraibana que não acordou para buscar o maior valor que pode ter quando conquistar como grande aliado: O POVO.
